segunda-feira, 16 de março de 2009

Por um não-mineiro na presidência

Aécio Neves se esforça para representar o que há de moderno na política brasileira, mas o caminho que escolheu para chegar à presidência é uma reprodução dos métodos da República Velha, quando as ilharquias paulista e mineira se revezavam no poder.

Eis os mais recentes argumentos a favor da candidatura de Aécio:

"Depois de 16 anos alijada, Minas não aceita mais ficar de fora do processo sucessório. Ninguém melhor que o Aécio representa o sentimento de frustração dos mineiros".

"O movimento pela eleição de um mineiro para a presidência é maior do que Aécio".

O blog, que tem dupla nacionalidade (é gaúcho e carioca), protesta:

Que história é esta de que o país tem uma dívida com Minas Gerais e deve, portanto, levar um mineiro ao Palácio do Planalto?

Há quantos, pelo mesmo raciocínio, estão alijados do poder paraibanos, amazonenses, paranaenses, cariocas e gaúchos?

Se for assim para escolher um mineiro, basta Dilma Roussef.

Talvez esteja na hora de lançar um movimento nacional pela eleição de um não-mineiro à presidência.

O PSDB, em vez de se preocupar com a frustração dos mineiros - se é que ela, de fato, existe - deveria lutar para representar o sentimento de frustração dos brasileiros insatisfeitos com o governo atual. É para isto que serve a oposição.

3 comentários:

Larissa disse...

Concordo com voce! Nao tenho nenhuma simpatia pelo Aecio e fazer campanha para ser o proximo presidente so por ser mineiro e muita forcacao de barra.
E ter um mineiro no poder representara o que exatamente? Ao inves de pao e circo, vamos passar a ter pao de queijo e circo?

João disse...

"Se for assim para escolher um mineiro, basta Dilma Roussef"

Vi ver, a ideia é essa mesmo. Aécio é altamente lulista e o PSDB só não o expulsa porque não tem culhões - como, aliás, cada vez mais não tem para nada...

Alexandre Porto disse...

"representar o sentimento de frustração dos brasileiros insatisfeitos com o governo atual"

Se fizerem isso, não passam de 15% em 2010.

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