Perdoem a crueza da linguagem, mas agora vamos descobrir se Eduardo Paes e Rodrigo Bethlen dispõem de cojones entre as pernas. Cesar Maia entregou o controle do estacionamentro na Zona Sul a uma empresa privada espanhola, depois de licitação, até prova em contrário, honesta.
Mexer com estacionamento nas ruas do Rio é tão complicado quanto indispensável. E atingirá interesses ao mesmo tempo fortes e excusos.
Bethlen tem razão quando afirma que o prefeito presenteou a empresa com o filé mignon e deixou a carne de pescoço para depois, referindo-se ao controle do estacionamento na Zona Norte e no subúrbio. Alguma razão, para ser mais exato. É claro que a administração do estacionamento fora da Zona Sul também será altamente lucrativa. A empresa que assumir este pedaço do bolo não terá motivos para se queixar. É certo também que Cesar Maia fez o que devia fazer, dada a urgência exigida pelo problema.
A primeira preocupação de Bethlen devia ser enfrentar o lobby do sindicato dos guardadores autonômos - leia-se máfia dos flanelinhas pseudo legais ou escancaradamente piratas. O sindicato picareta, criado por Ernesto Geisel durante a ditadura, vai entrar na justiça para anular a licitação promovida pela prefeitura. Eis aqui o inimigo a ser enfrentado por este e pelo próximo prefeito. A organização do serviço de estacionamento no Rio passa pelo esmagamento da máfia dos flanelinhas - pseudo legais ou não.
O resto é demagogia.
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