segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Dos males, o pior

Faz lembrar uma cena do filme "Em busca do Cálice Sagrado", do grupo inglês Monty Python, em que um cavaleiro, mesmo já tendo perdido os dois braços e as pernas, continua desafiando seu adversário para a luta.

Lula perdeu o braço esquerdo, quando José Dirceu caiu, e agora deve perder o braço-direito, com a queda inevitável de Antônio Palocci.

A esta altura, a queda de Palocci assusta menos do que a especulação sobre quem vai substituí-lo. Os nomes cogitados: Afonso Celso Pastore (ministro de Figueiredo), Delfim Neto, Ciro Gomes, Aluizio Mercadante...

É mais ou menos assim que a midia analisa: se for pra manter como está, assume um dos ex-ministros da ditadura; se for para abrir o cofre na campanha eleitoral, assume um nome da esquerda.

Quem diria que a transição mais natural - aquela que, como se dizia antigamente, não provoca solução de continuidade - seria a passagem da Libelu para a direita?

Um comentário:

leonardo marona disse...

existe alguem que possa representar a opção fim do pagamento da divida externa (já que ela já foi paga mais de uma vez), diminuição dos juros em detrimento do aumento da inflação para uma porcentagem sustentável, mais impostos para o milionários, menos para o pobres, menos preocupação com o mercado externo, mais em montar um mercado interno auto-sustentável, irrigação de programas de saude e educação?

existe algum nome pra isso na economia atual brasileira?

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