domingo, 13 de novembro de 2005

Igreja protege pedófilos

Em 1992 a cantora irlandesa Sinéad O'Connor rasgou um poster do Papa João Paulo II no programa Saturday Night Live. A mídia, escandalizada, acabou com a carreira dela. Demorou um bocado para que tivesse a oportunidade de explicar que o gesto agressivo era um protesto contra a tolerância criminosa do Vaticano e da cúpula da Igreja com os padres pedófilos que estavam sendo identificados nos Estados Unidos. Sinéad revelou, então, que ela própria fora vítima de abusos na infância.

Treze anos depois, aqui no Brasil, o arcebispo de São Luis, Dom Paulo Ponte, admite que sabia que o padre Felix Carreiro, seu subordinado, era pedófilo. Ele é acusado de ter abusado sexualmente de pelo menos 15 menores. Dom Paulo protegeu um criminoso.

Felizmente, Sinéad está retomando sua carreira. Infelizmente, tem gente que justifica a pedofilia de padres com o argumento de que isso é conseqüência do celibato forçado. Como se o oposto da falta de sexo fosse a violência sexual contra crianças.

2 comentários:

Roberta disse...

Como comentei com você,meu amor,outro dia um programa de Tv discutia a questão da pedofilia.A apresentadora,com um padre ao telefone,perguntou se o celibato era responsável pela pedofilia nas Igrejas,envolvendo os padres. A resposta dele?"Não, como eu te disse, a maior parte dos casos de pedofilia acontece dentro de casa,entre pais e filhos-pessoas que têm vida sexual". Um psicólogo explicou que há 2 tipos de pedofilia;inclusive a pena varia,afinal, há o pedófilo que "filma" o acontecimento.Só que,como a maioria desses programas vespertinos de TV aberta,foi encerrada a entrevista sem uma explicação. O que vem acontecendo,podemos chamar de "padreofolia".Um absurdo!
Um beijo e mais uma vez,parabéns pelo blog,viu?!Estou tendo umas idéias para o meu.

Anônimo disse...

Foi quando o Frank Sinatra falou que tinha vontade de dar um pontapé no traseiro da mesma?

Postar um comentário