Antigamente, quando um repórter pretendia dar credibilidade a uma de suas teses, tascava no texto: "Fontes bem informadas dão conta..."
O estilo se tornou tão viciado quanto o "morreu ao dar entrada no nosocômio da municipalidade", mas o truque persiste e, em épocas como a que o Brasil vive, virou ferramenta obrigatória do jornalismo político:
"Interlocutores próximos do presidente" (ou do ministro ou de quem quer que tenha importância suficiente para não cometer a tolice de passar a iinformação que virá a seguir).
"A amigos, o presidente (ou idem, idem) tem dito que..."
"Fonte muito próxima do presidente (ou etc)"
Muitas vezes, os repórteres nem se dão ao trabalho de fingir que ouviram a informação de uma pessoa determinada. E apelam:
"Circulam em Brasília rumores de que..."
Ou, como acabo de ler há pouco:
"Há um consenso no ar em Brasília..."
O ar deve ser o único lugar de Brasília em que é possível algum consenso. Com aquela seca...
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