Google se rende à censura para lançar seu site de busca na China
SAN FRANCISCO, 25 jan (AFP) - A ferramenta de busca na internet americana Google cedeu às restrições da censura na China para obter acesso ao crescente mercado de internet deste país asiático, admitiu a empresa em um comunicado.
A companhia reconheceu que o Google.cn, novo site para a China que começa a operar nesta quarta-feira, cumprirá os rígidos limites impostos por Pequim para ter aceso à internet.
Desta maneira, a Google se unirá a outras grandes empresas dos Estados Unidos que fazem negócios sob as regras de censura estabelecidas por Pequim. A companhia destacou que cortará os vínculos com homepages consideradas ofensivas pelas autoridades chinesas em troca da permissão para utilizar servidores de computador localizados neste país.
Também informou que não hospedará blogs nem correios eletrônicos para evitar problemas legais com as autoridades, que utilizam sofisticados filtros de informática para bloquear o acesso a determinados sites na web.
"Para poder operar na China, cortamos alguns conteúdos da busca de resultados disponíveis no Google.cn, em resposta às leis locais, regulamentações ou políticas", afirma em um comunicado o conselheiro de política do Google Andrew McLaughlin.
A atitude do Google é vergonhosa. É difícil acreditar que a empresa não pudesse manter um site em línguas chinesas fora do território e e autônomo em relação às regras da ditadura. Uma coisa é ser prejudicada pelos filtros da censura; outra, muito diferente, é submeter-se a eles formalmente. A submissão do Google contraria o princípio e a natureza da web.
2 comentários:
Putz, o Google tinha dito que não fazia o mal!
O google tá certo, além de abocanharem um negocio da china com o novo contrato, não precisam fazer propaganda. Os velhinhos resmungantes do humanismo abjeto já fazem um bom trabalho.
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