De Daniel Castro, na Folha
Depois do "susto" da última quarta, em que na medição prévia do Ibope o "Jornal Nacional" ficou cinco minutos atrás de "Prova de Amor", a Globo passou a adiar o primeiro intervalo comercial do telejornal, para coincidi-lo com o fim da novela da Record.
Na sexta passada, o primeiro bloco do "JN" durou 31 minutos (o normal são 15 minutos, com o primeiro "break" às 20h30). O telejornal, que tem o comercial mais caro da TV brasileira, começou às 20h14 e só "parou" às 20h45 _quando "Prova de Amor" já tinha acabado (20h38). No sábado, o primeiro "break" do "JN" só ocorreu às 20h43.
A primeira notícia do "JN" na sexta foi um crime à la "Cidade Alerta": a estagiária acusada de ter mandado matar duas colegas de trabalho porque queria uma vaga numa empresa. Seguiram-se mais notícias policiais e populares. Nada de política no primeiro bloco (só no último).
Os blocos seguintes foram curtíssimos (um de 3min15s, outro de 2min20s e o último de 3min). O telejornal deu 29 pontos; "Prova de Amor", 19. Outra medida tomada pela Globo foi voltar, desde ontem, a exibir a novela das sete, "Bang Bang", a partir das 19h20, e não mais às 19h40 (horário de início de "Prova de Amor").
Assim, espera que a Record também inicie e termine "Prova de Amor" mais cedo, sem concorrer com o "JN". Mas a tendência é a Record exibir mais novela no horário do "JN".
O que eu penso:
O JN está certo. Ao ampliar o primeiro bloco segura o telespectador e evita a migração para a Record. Também esta certo ao optar por assuntos populares neste bloco de abertura. É um equívoco desmerecer a notícia sobre a estagiária que mandou matar as concorrentes à vaga. É popular, sim, mas nem por isso sem importância. O primeiro bloco do JN já teve o apelido de "acorda vovó": edição rápida, ruidosa, cheia de sobesom e muito movimento. Quanto à política oficial de Brasília, está de bom tamanho no último bloco ou até no Jornal da Globo.
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