segunda-feira, 19 de junho de 2006

Imprensa começa a criticar Parreira

A seleção brasileira jogou um pouco melhor, ontem. Nada que a credencie, ainda, para enfrentar uma Argentina, mas o suficiente para dar alguma esperança aos mais otimistas. Mas a imprensa começa a dar sinais de que está perdendo a paciência com Parreira. A capa do caderno de esportes do Globo, hoje, chama o treinador de teimoso e enumera alguns exemplos:
  • Insistir com Ronaldo como titular
  • Persistir com o quadrado mágico, que até agora de mágico não teve nada
  • Obrigar Ronaldinho Gaúcho a jogar recuado, onde fica submetido a forte marcação
  • Escalar dois atacantes com características semelhantes
  • Abandonar Emerson e Zé Roberto como os dois únicos marcadores no meio do campo
  • Manter no time os inúteis Cafu e Roberto Carlos

Demorou um pouco, talvez seja tarde demais. Todos esses defeitos de Parreira eram conhecidos antes da Copa.

Só quem não critica Parreira é a Globo, que consegue ser governista até em futebol. Ontem, comemorava a redenção de Ronaldo e evitava exibir o lance bisonho em que ele deu uma furada dentro da área digna de futebol de várzea. A honrosa exceção é Casagrande, que chegou a contestar Galvão durante o jogo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Marona, que bom que tu fizestes a ressalva do Casagrande, porque vi -e não foi a primeira vez- ele retrucar o idiota do Galvão Bueno, coisa pouco comum nas transmissões da Globo. Nunca o jornalismo esportivo com a grife plim-plim esteve tão ruim. E olha que já vem de péssima atuação há muitos anos. Sou suspeito pois tenho bons amigos por lá, mas sinto muito pelos amigos. A única certeza que tenho é que esta será a última copa onde teremos de aguentar a hegemonia ortodoxa do pavão Bueno. Na próxima, espero, o mundo, a televisão e o Brasil estarão mais civilizados.

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