terça-feira, 13 de junho de 2006

Ronaldo é um mimado

Foi uma vitória tensa, apertada, como a maioria das vitórias das grandes seleções nesta abertura de Copa do Mundo. Por que seria diferente com o Brasil? Por que a mídia nos considera favoritos? Nem mídia nem favoritismo ganham Copas. Era importante vencer a primeira partida e isto o Brasil conseguiu. Conseguiu, também, expor alguns problemas que Parreira deveria resolver, se tivesse coragem.
  • Falta um jogador no meio do campo, setor em que a Croácia dominou boa parte das ações, fragilidade que será aproveitada pelos próximos adversários.
  • Dois atacantes de ofício não acrescentam nada ao time, em criatividade e poder ofensivo, especialmente quando são, ambos, jogadores de área e pelo menos um deles acaba sendo obrigado a buscar o jogo, o que não sabe fazer.
  • Está na hora de chamar Ronaldo e dizer a ele o seguinte: "sinto muito, parceiro, mas você vai ter que ficar no banco". A indulgência da comissão técnica com Ronaldo é tão danosa quanta a complacência da mídia com ele. Foi o pior jogador da seleção e, ao ser substituído, tarde demais, mereceu de Galvão Bueno e dos comentaristas da Globo um rosário de frases tolerantes: "Ele está se esforçando", "Não teve tempo de ficar em forma" e frases do gênero. Alguém precisa dizer que o que Ronaldo é, na verdade, é um irresponsável: sabia que tinha uma Copa do Mundo pela frente e não tomou o cuidado de zelar pelo seu estado físico, para chegar à Alemanha em forma. No meio de tantos jogadores de alta qualidade, por que o Brasil precisa mimar um gordinho que parece esquecer que é profissional? Mesmo que ele jogue a próxima partida e faça dois gols, direi a mesma coisa e acrescentarei: "Não fez mais do que a sua obrigação".

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