Pedir desculpas por fazer jornalismo e, pior ainda, afirmar que nem tinha interesse jornalístico naquilo, mas apenas de entretenimento, leva a crer que, neste caso, fazer média com a CBF foi mais importante do que respeitar os telespectadores.
Parreira ficou irritado como qualquer fonte ou autoridade fica irritada quando se vê exposta pela mídia. Ficou "aborrecido" porque percebeu que, com o recurso da leitura labial, ficava arranhada a imagem - falsa - que construiu ao longo da carreira: de profissional elegante, sóbrio, moderno, que toca piano e dedica-se à pintura. Acabamos descobrindo que, lá no fundo, ele também tem alguma coisa de Felipão. Com a diferença de que o Felipão não finge ser o que não é.
2 comentários:
É difícil discordar de sua opinião, Marona, pelo que você representa para o jornalismo brasileiro. Mas vou ser atrevido, com a autoridade de quem continua na mesma escola onde você teve uma brilhante e produtiva passagem: a Rede Globo. Não sei se pediria desculpa ao parreira pela brincadeira que o Fantástico fez com ele. Brincadeira, sim, porque para ser jornalismo seria necessário, no mínimo, ir ouví-lo para checar se realmente ele teria dito aquilo que foi traduzido pela leitura labial. Além do mais todo o VT foi conduzido no tom certo para o telespectador perceber que não se tratava de coisa séria, bem apurada, incontestável. E pedir desculpa não faz mal a ninguém, pelo contrário.
Será que também vão pedir desculpas ao advogado e para ré confessa?
Coerência...
Postar um comentário