Transcrição de matéria da Folha sobre o ambiente no hotel de seleção na Alemanha.
Nike e empresários distraíram jogadores na véspera
Na véspera do jogo contra a França, sobraram motivos para os jogadores se preocuparem além da partida. Encontros com patrocinadores, empresários e até telefonemas de amigos em busca de ingressos dividiram a atenção dos atletas com o confronto.
Não foi uma experiência única. Com exceção da partida diante do Japão, em todas as outras o time passou a noite anterior em hotéis abertos a hóspedes e visitantes.
Em Frankfurt, a Nike, patrocinadora da seleção, reservou um quarto no andar abaixo ao fechado pela CBF.
Pelo menos um jogador, Robinho, que tem uma pendência na Justiça com a empresa, foi até lá, à noite, para conversar com representante da Nike.
Em Weggis, onde a equipe iniciou a sua preparação, representantes da empresa chegaram a freqüentar o hotel fechado pela CBF para os jogadores.
O supervisor Américo Faria, porém, acabou vetando a presença da patrocinadora.
No saguão do hotel de Frankfurt, na noite anterior à eliminação, circulavam pelo menos dois empresários, Gilmar Rinaldi, que chegou a se hospedar lá, e Wagner Ribeiro.
Rinaldi tem entre seus clientes Adriano e Juan. Ribeiro agencia Robinho. Os dois falaram com os atletas pelo celular.
Já o meia Ricardinho atendeu a telefonemas de um membro da Gaviões da Fiel que cobrava ingressos dele. Segundo ele, o meia prometera vender a ele um bilhete de cada jogo. Os atletas ganhavam um ingresso e podiam comprar mais nove.
Cartolas da CBF e de federações estaduais também desfilavam pelo local. Durante a estada em Frankfurt, alguns chegaram a ter acesso ao restaurante reservado para a seleção.
Como em todas as outras concentrações, mulheres também bateram ponto.
Depois da derrota para a França, a concentração foi escancarada de vez. Poucas horas após a partida, Raica, namorada de Ronaldo, chegou ao hotel, telefonou para o atacante, já de folga, e avisou que subiria. Disse que não poderia continuar no saguão, pois os jornalistas estavam se aglomerando.
Às 11h15 (de Brasília) de ontem, ela deixou o local ao lado de Ronaldo. Era o fim da Copa para o atleta.
2 comentários:
Tem gente dizendo que rolou uma grana para o Brasil perder. Tomara que seja um boato.Caso seja verdade, a decepção será maior, afinal,a derrota não será por falta de treino, entrosamento, garra...e sim desonestidade.
Beijos,
Beta
Ps:Mesmo você não passando no meu blog, marco ponto aqui, viu?! Até quando não deixo comentários.
Assisti aos jogos do Brasil pela ESPN. No intervalo, dois comerciais mostraram Rrrrrrrrrrronalllldo em momentos de pura inspiração e Ronaldiiiiiiiinho, desde moleque até o futebol profissional, jogando bonito. Fora a leve sensação de que fomos vítimas de propaganda enganosa, as imagens fizeram cair a ficha: para eles, os galáticos, fenomenais, o que os clubes proporcionam é muito mais do que a Seleção pode dar. Parece que ser campeão do mundo não é mais tão importante. Daqui a pouco eles retomam seus calendários na Europa, a badalação, os contratos cada vez mais gordos e a Copa volta a ser só aquele cômodo entre a sala e a cozinha.
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