quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Conta dividida, mas quem bebeu 12 anos paga mais

As crises econômicas chegam muito rápido ao contracheque.


As ondas do terremoto iniciado nos Estados Unidos mal começam a chegar ao Brasil e as empresas, especialmente as maiores, já demitem ou anunciam demissões.


A Vale, uma das maiores empresas brasileiras, que nos lembra a cada intervalo comercial das grandes tevês que é motivo de orgulho para os brasileiros, informa que está "fazendo ginática" para evitar demissões em massa. Seus diretores, no entanto, já anunciam "reajustes no quadro de pessoal". Isto quer dizer demissão em massa, cortes indiscriminados, passaralho.


Como é rápido o caminho entre os primeiros sintomas da doença e a amputação de um pedaço do corpo do paciente!


Típico do capitalismo? Não necessariamente.


O governo da China acaba de proibir a concessão, pelas províncias, de qualquer reajuste ao salário-mínimo. Algumas regiões tinham estabelecido aumentos de, vejam que perdulários, 15 por cento. O governo comunista determinou ainda uma redução nos prêmios pagos por seguro-saúde e por acidentes de trabalho. E estamos falando de salários de R$ 150 por mês.

O blog não está fazendo uma defesa nostálgica do estado de bem-estar social de alguns países europeus do pós-guerra. Talvez a destruição do estado, promovida pelo tatcherismo nos anos 80, tenha mais sentido nos tempos atuais.

Mas deve existir um meio termo entre a absoluta proteção e o rigoroso abandono. Ou não?

Será que esta conta está sendo bem dividida?

Um comentário:

Tito Maciel disse...

Há anos ninguém entenderia o porque do mote: "Capitalismo Selvagem". Nos dias atuais ficou óbvio. Como diria Karl Marx...""O capitalismo gera o seu próprio coveiro."

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