sábado, 24 de janeiro de 2009

Lei seca no Maracanã: acerto de Paes

A editoria de esportes do Globo informa, no título e na abertura do texto, que é polêmico o decreto do prefeito do Rio que proíbe a venda de bebidas alcoólicas, na área em torno do Maracanã, duas horas antes até duas horas depois dos jogos.

Talvez seja, mas a reportagem não mostra isto. Pelo contrário.

A única voz contrária à decisão da prefeitura é um único dono de bar das redondezas. Mas até o sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes aceita a medida.

O decreto de Eduardo Paes é correto. A proibição, que já ocorre dentro do estádio, devia estar em vigor há muito tempo. Ainda que não impeça totalmente, certamente inibirá a violência e a desordem urbana em torno do estádio.

Em vários países europeus esta prática já é adotada, com sucesso.

Um comentário:

João disse...

Paes errou e fudeu com dezenas de comerciantes.

No exterior, o que reduziu a violência nos estádios não foi a proibição da maravada, e sim a punição aos torcedores flagrados na porradaria, que foram banidos dos estádios e obrigados a comparecer a delegacia uma hora antes do início dos jogos, sob pena de encararem uma punição mais severa.

Aqui, não há muito tempo, hooligans de facções de Fluminense e Botafogo se enfrentaram em frente à sede de uma delas, no Méier; já vão com o desejo de matar, não é porque beberam demais.

Há um pouco mais tempo, o então governador Marcello lancar (logo quem?) proiniu a cervaja no maraca e não adiantou nada. A porrada continuou estancando e esse erro foi revisto.

O que realmente reduziu a violência dentro do maracanã foi a separação de arquibancadas.

Já em volta do estádio, não tem jeito. E punir os pithooligans. Não os comerciantes.

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