De Mônica Medeiros, dos EUA:
Os atentados aos hotéis americanos na Jordânia revelaram uma conquista das mulheres islâmicas: a de ser “suicide bombers”. Os grupos Hamas e Al Quaid começaram a permitir que mulheres tenham o direito de ver todos os seus pecados perdoados e alcançar um lugar no paraíso através do suicídio pela “causa islâmica”. (As aspas indicam minha relutância de relacionar diretamente os atos de terror à comunidade islâmica e seus desejos e anseios.) Até recentemente, os fundamentalistas islâmicos só concediam este privilégio aos homens. A concessão deste direito às mulheres se mostrou muito conveniente aos interesses desses grupos. Os policiais americanos não vêm nas mulheres a mesma ameaça que vêm nos homens. Isto apesar de, em 2002, o FBI ter divulgado um memorando em que instruía policiais a verem também as mulheres como uma ameaça.
Também aqui o que se vê é que a cultura, internalizada no subconsciente das pessoas, pode se sobrepor razão.
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