Parei de ler o Comunique-se há quase dois anos. A idéia do site é engenhosa: reproduz o ambiente das conversas de redação, com algum espaço para teses e análises. Mas ao imitar o ambiente de uma redação, acaba por traduzir o que este lugar tem de pior: a falta de cáráter, a lassidão moral e o cinismo de nossa, digamos, categoria.
Covademente protegidos por apelidos, jornalistas atacam jornalistas com impunidade. Artigos destilam rancores antigos, nascidos nas redações, e estimulam aquilo que temos de pior nesta profissão.
Agora há pouco, por acaso, acabei sendo encaminhado ao Comunique-se por um link do Observatório de Imprensa. Também por acaso, cai na tela de comentários de um articulista sobre os erros das transmissões da Globo na Copa. E uma frase logo me chamou atenção:
"Deus chamou o cara errado. Bial podia ir no lugar do Bussunda".
Como numa conversa animada de redação, o sujeito que fez esta afirmação, e assinou, obteve concordância entre os colegas. Meu último acesso voluntário ao Comunique-se ocorreu quando perdi a paciência e me manifestei em defesa de um colega de profissão que estava sendo achincalhado num debate.
Preciso tomar cuidado para não cair por lá de novo.
2 comentários:
Que comentário infeliz e de péssimo gosto fez esse jornalista. E olha que esses são os "formadores de opinião".
Um beijo,
Beta
Marona, vc é do ramo e sabe que víboras estão presentes em todas as ocasiões.
Tudo é uma questão de conveniência.
Falar mal de quem está fazendo algo agradável é fácil, dentro do corporativismo, aceitar que o cara está se comunicando e isso é o essencial, é difícil.
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