sábado, 17 de junho de 2006

Tostão é sempre a novidade

Já deve ser a terceira Copa do Mundo de Tostão como comentarista. Mas ele é sempre a melhor novidade da imprensa brasileira nos Mundiais. Contrasta com a histeria e o estilo rabugento e cheio de postulados do seus colegas. Hoje, na Folha, ele comenta a narração das transmissões da Globo. Vale a pena:

"APESAR DE só entender a palavra "fussball", dá para compreender os comentários na TV alemã após os jogos. As análises são sempre acompanhadas de ótimas, claras e didáticas imagens e desenhos e de setas que mostram toda a movimentação dos jogadores. Todos os detalhes técnicos e táticos são discutidos com profundidade. Parece não haver conversa fiada, comum em muitas mesas-redondas brasileiras.

As TVs brasileiras, principalmente a Globo, que tem todos os recursos tecnológicos, poderia fazer o mesmo. Ou será que eles têm feito nesta Copa, já que aqui não vejo as transmissões para o Brasil? Como regra, a emissora quase só se preocupa em tirar dúvidas - se os árbitros acertaram ou erraram. As análises técnicas e táticas são pouco valorizadas. Os comentaristas falam pouco e quase sempre o óbvio e/ou o que Galvão Bueno já disse. O narrador e os comentaristas esperam sempre a definição do placar, que costuma acontecer nos últimos minutos, para dar opiniões mais contundentes. Assim é fácil ser comentarista.

Deveria acabar o monopólio nas transmissões das TVs abertas nos jogos da seleção. Ao menos na Copa, há outras opiniões importantes nas TVs fechadas. Basta trocar de canal.

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