O embaixador brasileiro em Israel, Pedro Motta, acusa a polícia alfandegária do aeroporto de Tel Aviv de ter mantido sua filha, Laila, de 25 anos, detida durante três horas para interrogatório apenas porque desconfiou que seu nome fosse árabe.
Ele denuncia que por duas vezes foi expulso da sala onde sua filha era mantida presa e só conseguiu liberá-la depois de tirar da cama, de madrugada, um alto funcionário do ministério das Relações Exteriores de Israel.
A embaixadora de Israel no Brasil foi chamada pelo Itamaraty para dar explicações sobre o incidente, que Pedro Motta considera "muito grave".
O embaixador brasileiro afirma que o nome de sua filha, ao contrário do que imaginaram os guardas do aeroporto Ben Gurion, tem origem judaica.
Bem, pelo menos isto não é verdade. O nome Laila é árabe. Significa bonita, formosa.
Os israelenses contam que Laila só ficou três minutos retida para averigüação do passaporte e que um estranho (o embaixador) invadiu a sala por duas vezes, de maneira agressiva.
Quem fala a verdade?
A analogia pode ser incorreta, mas o episódio faz lembrar dos brasileiros que são retidos e maltratados em aeroportos estrangeiros e não recebem ajuda tão rápida e prestativa de embaixadores ou diplomatas que representam o Brasil nesses países. Muitas vezes são ignorados e tratados por seus conterrâneos como se fossem culpados.
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