terça-feira, 12 de agosto de 2008

Rio: médico que falta a plantão deve ser demitido

Não faço idéia de quanto ganha um médico do serviço público do Estado do Rio. Sei que, há alguns anos, a remuneração inicial era de R$ 3 mil por mês. É possível que tenha diminuído. É possível entender as razões que levam os médicos, mesmo os recém-formados, a não aceitar emprego público. Mas o que dizer dos médicos que aceitam emprego no estado, concordam com o salário pago e, uma vez contratados, faltam ao trabalho sob a alegação de que estão ganhando pouco?

Isto é desonesto. É pilantragem da pior espécie.

Hospitais públicos estaduais estão sem médicos nos fins de semana. No último, três dos quatro clínicos gerais do hospital Rocha Faria, na Zona Oeste, não apareceram para trabalhar. A ausência nos plantões e nos horários noturnos ameaça inviabilizar o projeto dos UPAs, unidades de pronto-atendimento criadas para funcionar 24 horas por dia e reduzir a pressão sobre os grandes hospitais.

Segundo o Conselho Regional de Medicina, os médicos faltam aos plantões por causa dos baixos salários e do risco de assalto em determinadas regiões da cidade. Mas quando foram contratados e aceitaram as condições do trabalho - salários, locais, esquemas de plantões etc - esses médicos não sabiam o que teriam pela frente?

O que o Estado pode fazer? Demitir os médicos que faltarem aos plantões de maneira reincidente e substitúí-los por novos profissionais, de preferência celetistas, ou seja, gente sem a estabilidade que lhes permite maltratar a população pobre.

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