Este caso dos grampos da Abin, efeito colateral da estabanada operação Satiagraha, fede como o mais apodrecido corporativismo que domina Brasília.
Um agente da Abin, presidente do sindicato dos arapongas (sim, meus caros, os espiões, assim como os flanelinhas do Rio, têm representação sindical), teria vazado para a revista Veja a transcrição do grampo no telefone do presidente do STF, Gilmar Mendes, para forçar a queda do chefe da agência, Paulo Lacerda.
O nome do agente mau-caráter é Nery Kluwe. Ele não pretendia facilitar ou atrapalhar a prisão de Daniel Dantas. O corporativismo só tem uma motivação: o autobenefício. Kluwe lidera, dentro da Abin, uma campanha para derrubar definitivamente Paulo Lacerda, que já foi afastado temporariamente quando o escândalo do grampo saiu na Veja.
Por que ele faz isto?
Porque lidera, já que deve ter imunidade sindical, a oposição da maioria dos agentes contra a criação de uma corregedoria, por Larcerda, para apurar eventuais abusos cometidos pelos arapongas. O próprio Kluwe já havia sido alvo de duas sindicâncias internas: por excesso de faltas ao trabalho e por advogar contra o governo federal, o que é proibido aos funcionários federais.
O antecessor de Lacerda já havia sido demitido por pressão de Kluwe e dos demais agentes.
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