Bons jornalistas sabem que a verdade dos fatos não brilha inteira e imutável diante dos seus olhos, à primeira aparição. Vai sendo construída aos pedaços, fragmento por fragmento, até formar um todo lógico - sempre lógico, tenham certeza - e, finalmente, incontestável.
É o que está acontecendo com o caso da brasileira que vive na Suiça e que pode ter sido vítima de agressores que odeiam imigrantes. Pode, sim, e isto precisa continuar sendo considerado. Até que a polícia conclua sua investigação - sob o necessário acompanhamento da imprensa e da família de Paula Oliveira - nenhuma hipótese deve ser descartada.
No entanto, pouco a pouco, a verdade vai sendo construída, contra a vontade dos que pretendiam vê-la esclarecida no primeiro dia.
Ontem, no Jornal Nacional, o pai de Paula revelou que ela sofre de lúpus, doença crônica que pode causar distúrbios de humor e depressão.
Ele disse também que a hemorragia que sua filha está sofrendo - e que seria sinal do aborto causado pela agressão - é apenas menstruação.
Declarou ainda, ao Globo, que a filha está tomando morfina, e esta última informação exige algum complemento: por que razão Paula estaria sendo tratada com o mais forte dos analgésicos, se os cortes que sofreu não foram profundos?
E também falta explicar: que fim levou Marco Trepp, o namorado de Paula Oliveira? Por que ele não está sendo procurado pela imprensa? Seu depoimento sobre o caso não seria esclarecedor?
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