terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Entre o malandro e o gagá, blog fica com Pedro Simon

Não repercutiu, como provavelmente merecia, a entrevista-bomba de Jarbas Vasconcellos à Veja. É o que se deduz da abertura da suite, publicada na página 3 do Globo de hoje:

"O senador Jarbas Vasconcellos aumentou ontem o seu isolamento no PMDB ao reiterar o que já havia dito à revista Veja: o partido que ajudou a fundar há 43 anos se especializou em corrupção".

Se alguma novidade houvesse, teria que estar na abertura, certo?

O isolamento de Jarbas não aumentou porque ele confirmou o que a Veja publicara dois dias antes. Nem poderia. Mesmo porque, é preciso admitir, Jarbas já estava isolado no PMDB muito antes da entrevista.

Não é notícia que Jarbas reitere as acusações. O que se poderia esperar: Que ele negasse o que afirmou?

O senador Pedro Simon, que passou a ser tratado pela mídia com a condescendência que se costuma dedicar aos gagás, qualificou a dimensão do estudado "desabafo" de Jarbas:

"O comando do PMDB não tem grandeza, só pensa em si, em carguinhos. Mas não dá para dizer que é o só o PMDB. Até porque o PMDB nunca chegou ao governo. Tem escândalo maior no país que a privatização da Vale? Que a compra de votos para a reeleição? E quanto ao PT? Não há ninguém mais parecido com o PSDB no governo que o PT. A situação como um todo é de anormalidade."

O velho gagá não quer cargos no governo, não depende de Lula, não apóia Serra, não flerta com o PSDB e não está interessado em cavar uma candidatura a vice-presidente em 2010.

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