domingo, 12 de abril de 2009

Chifre infeliz

A Somália, dividida por prolongada guerra entre fundamentalistas islâmicos e etíopes de perfil tribal, autoriza o uso de seu litoral por piratas, que mantêm atualmente 270 reféns de muitas nacionalidades.

Somália, Etiópia, Quênia, Djibuti, Eritréia... para que serve exatamente o chifre da Africa?

4 comentários:

José Carlos disse...

Marona

Sua pergunta remete a uma resposta perigosa.

Se serve para algo demonstra a incompetência do capitalismo para erradicar a pobreza extrema.

Se NÃO serve para nada talvez voce esteja sugerindo a LIMPEZA da área.

Onde não tem riqueza não tem vida.

É a lógica que esta gente defende.

Guido Cavalcante disse...

Anos atrás li um livro sobre Rimbaud na Somália/Etiópia. Parece que lá ele teve várias mulheres nativas e por algum tempo viveu com uma amante da Etiópia. Em 1884 se tornou mercador por conta própria em Harar, Etiópia. Em 1888/90 ingressa novamente em uma jornada, comandando uma caravana de 200 camelos e 3 mil fuzis, com destino ao líder rebelde Makonnen. Nesta época trabalha como diretor de uma feitoria.Provavelmente as vendas de Rimbaud incluíam café e armas. Dizem que as mulheres lá são belíssimas.

Quanto aos episódios hoje em dia, no problem - se a gente ler os livros de viagens marítimas no séc. XIX e XX, os piratas são uma parte importante da coisa toda.

Guido Cavalcante disse...

Esqueci de continuar: os caras do SEALS (United States Navy Sea, Air and Land)fizeram um trabalho perfeito - acertar um alvo em movimento no mar não é coisa fácil. Agora não dá mais pra amolecer - tem que resgatar o resto dos 200 e tantos prisioneiros dos piratas. Pobres prisioneiros, devem estar literalmente comendo o pão que o diabo amassou com aqueles piratas enfurecidos.

Guido Cavalcante disse...

O livro q que me referi é Rimbaud na Abissínia, LP&M, 1986, de Alain Borer

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